
TEATRO
UM POVO SEM TEATRO PERDE A ALMA
“ Subi ao palco, pela primeira vez em finais dos meados dos anos oitenta, o suor corria-me por entre os dedos. As pernas tremiam e uma sensação de tontura enevoava-me os olhos. As luzes acenderam-se e a magia acontece. Fui mulher de cabaret parisiense durante a II Guerra Mundial cantando e declamando poesia para a resistência. Vesti a roupa simples de vendedeira recordando um cenário de revista à portuguesa censurada pela Pide. Fui viúva perdida num canto da ilha e uma criada assassina, símbolo do poder, numa peça de Genet. “ - Lília Bernardes
O QUE É O TEATRO?
O Teatro é uma história que se vive. Esta vivida com todos os sentidos. Não é um suceder de imagens como o cinema. Mas antes uma construção. Encarnei personagens, materializei angústias, presenciei interiores.
DEFINIÇÃO DE TEATRO…
«Tudo é permitido no Teatro», disse Ionesco (...) Não só permitido mas recomendado para representar os acessórios, fazer viver os objetos, animar os décors, concretizar os símbolos».
OUTRA DEFINIÇÃO…
Convido-os ao Teatro com uma frase de Sartre:
«O teatro é de tal maneira a coisa pública, uma coisa do público, que uma peça escapa ao seu autor desde que o público está na sala».
O pano vai abrir...
UM POVO SEM TEATRO PERDE A ALMA
“ Subi ao palco, pela primeira vez em finais dos meados dos anos oitenta, o suor corria-me por entre os dedos. As pernas tremiam e uma sensação de tontura enevoava-me os olhos. As luzes acenderam-se e a magia acontece. Fui mulher de cabaret parisiense durante a II Guerra Mundial cantando e declamando poesia para a resistência. Vesti a roupa simples de vendedeira recordando um cenário de revista à portuguesa censurada pela Pide. Fui viúva perdida num canto da ilha e uma criada assassina, símbolo do poder, numa peça de Genet. “ - Lília Bernardes
O QUE É O TEATRO?
O Teatro é uma história que se vive. Esta vivida com todos os sentidos. Não é um suceder de imagens como o cinema. Mas antes uma construção. Encarnei personagens, materializei angústias, presenciei interiores.
DEFINIÇÃO DE TEATRO…
«Tudo é permitido no Teatro», disse Ionesco (...) Não só permitido mas recomendado para representar os acessórios, fazer viver os objetos, animar os décors, concretizar os símbolos».
OUTRA DEFINIÇÃO…
Convido-os ao Teatro com uma frase de Sartre:
«O teatro é de tal maneira a coisa pública, uma coisa do público, que uma peça escapa ao seu autor desde que o público está na sala».
O pano vai abrir...
O QUE SE VÊ
Do grego «theatron», teatro é «o que se vê».
É a expressão da vida social, uma força atuante sobre a comunidade que lhe inspira os temas e conflitos que procura reproduzir. O teatro terá surgido com o fogo, partir do momento em que o Homem, à volta de uma fogueira, projetou os seus movimentos numa «tela», parede côncava de qualquer caverna.
É a expressão da vida social, uma força atuante sobre a comunidade que lhe inspira os temas e conflitos que procura reproduzir. O teatro terá surgido com o fogo, partir do momento em que o Homem, à volta de uma fogueira, projetou os seus movimentos numa «tela», parede côncava de qualquer caverna.
DAS MÁSCARAS AO SACRIFÍCIO
“ Perdidos no meio da floresta os membros de determinado clã executam, periodicamente, ritos de purificação. Apesar de todos os membros participarem, de entre eles destaca-se o feiticeiro a quem compete ordenar o ritual.
O feiticeiro é o interlocutor das forças ocultas e misteriosas, cujas manifestações o homem não consegue explicar racionalmente. (...)”
José Oliveira Barata.
O feiticeiro socorre-se de máscaras, gritos, evocações, silêncios, culminando, por vezes, com um sacrifício.
O feiticeiro é o interlocutor das forças ocultas e misteriosas, cujas manifestações o homem não consegue explicar racionalmente. (...)”
José Oliveira Barata.
O feiticeiro socorre-se de máscaras, gritos, evocações, silêncios, culminando, por vezes, com um sacrifício.
REFLEXÕES
«A Tragédia é a imitação da ação, elevada e completa, dotada de extensão, numa linguagem temperada, com formas diferentes em cada parte, que se serve da ação e não da narração, e que, por meio da comiseração e do temor, provoca a purificação de tais paixões.»,
Aristóteles, Poética, 1449
Aristóteles, Poética, 1449
«Na minha primeira peça «A Cantora Careca» que pretendia ser logo à partida, uma paródia do teatro e, consequentemente, uma paródia a um certo tipo de comportamento humano, foi aí que à medida que mergulhei no banal, até às suas últimas consequências, utilizando os clichês mais gastos da linguagem de todos os dias, procurei atingir a expressão estranha em que me parece banhar-se toda a nossa existência.»
Ionesco
Ionesco
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirBzoooo ...
ResponderExcluirAdorei seu blog sobre TETRO!
Sempre levando cultura a que tem sede de aprender!
Realmete o teatro é fundamental na formação de cada um de nóis ; e O PROJETO TEATRO ESCOLA foi muito FELIZ ao unir o útil ao agradável:
TEATRO + EDUCAÇÃO ESCOLAR!
PARABÉNS PELO BLOG!
TE AMO!
(L)