quarta-feira, fevereiro 1

Trajetória do Centro de Cultura João Gilberto durante seus 25 anos de existência.



Um Divisor de Águas na Cultura Juazeirense.
Sala de espetáculos com 307 assentos, galeria de exposições instalada no foyer, anfiteatro com estrutura de palco na área externa com capacidade para 1500 pessoas e quatro salas polivalentes para atividades diversas, dois camarins, central de ar-condicionado, iluminação cênica e sonorização, banheiros e muitas histórias e artistas revelados. Assim é a trajetória do Centro de Cultura João Gilberto (CCJG), nesses 25 anos. Porem diante da crescente demanda de grupos artísticos a casa dos artistas da região do Vale do São Francisco, não consegue atender a todas as linguagens relacionadas à arte e acolha todos os artistas.
Mas há 25 anos sem a existência do centro na região, cada grupo procurava sobreviver como podia, apresentando, na capelinha do Horto Florestal, nos auditórios das igrejas, no teatro Brazinha, antes localizado na praça da Misericórdia, no Circulo Operário, onde funcionava o Centro de Cultura e Debate, nas associações comunitárias, nas Bibliotecas, nas praças da cidade e no Cine são Francisco.  “A gente tinha um grande sonho de se apresentar dentro de um teatro, até porque na época quem se apresentava no Cine São Francisco eram os grandes nomes. Na época quem se destacava era o Ballet de Geraldo Pontes e o grupo Juá.”, relembrou o ator e diretor Hertz Felix.
Um teatro local era o sonho de muitos artistas, que desejavam um local apropriado para suas apresentações, onde eles pudessem dispor de grandes cenários e de equipamentos de luz que dessem suporte aos espetáculos, teatrais. Diante desse desejo, muitos artistas cobravam do prefeito da época, Jorge Khoury, a construção desse espaço. A prefeitura solicitou ao governo do estado da Bahia, que deliberou a construção de centros culturais para as cidades de porte médio do interior do estado. E para a alegria de muitos, Juazeiro estava na lista das setes cidades que seriam contempladas com essa construção.
Os artistas também contavam com o apoio da saudosa Jurema Penna Atriz e dramaturga baiana, que, mesmo antes da construção do espaço cultural, trouxe cursos de teatro para a região. “Jurema Penna foi a Dama do teatro baiano e uma das principais responsáveis pela vinda do Centro de Cultura João Gilberto para juazeiro.”, declara com saudades, o ator e diretor Devilles.
Com tudo a construção do teatro poderia não ser realizada, pois duas ou três cidades ficariam de fora do projeto e juazeiro seria uma delas. “Houve um dia em que Jurema me ligou de salvador, ela disse: - Minha amiga, eu acabei de participar de uma reunião e disseram que não vão mais construir o Centro de Cultura de Juazeiro e eu to lhe avisando pra você entrar em contado com o prefeito.”, relembra Esmelinda Pergentino Calanzans Nunes, ex-gestora do CCJG e artista da região. Na época trabalhava na prefeitura na área da cultura e consegui convencer o prefeito, que foi á Salvador reverter essa situação.
Durante a construção do prédio do Centro de Cultura de Juazeiro na década de 80, era comum, os artistas acompanharem os trabalhos dos operários. “A gente acompanhou, vamos dizer assim, as colocações das pedras. A gente não entendia muito bem de uma planta de teatro, mas ficávamos na expectativa de vê pelo menos as paredes.”, conta o artista Hertz Felix.
Antes mesmo da inauguração oficial do centro o diretor de teatro Orlando Pontes e primeiro Gestor do Centro, já apresentava aos artistas os espaços ainda m construção. “Eu me surpreendi junto com ele, quando ele nos foi apresentar o teatro, nós entramos pelo palco, porque nem mesmo ele sabia onde era a entrada do teatro.”, conta rindo Hertz Felix.
No dia 9 de novembro de 1986, era inaugurado o Centro de Cultura João Gilberto, que recebeu esse nome por iniciativa da comunidade artística como um gesto de reconhecimento e gratidão de Juazeiro e da Bahia ao filho ilustre deste município ao artista e mentor da Bossa Nova, João Gilberto. Para uma das mais antigas funcionárias do Centro, Alda Brito Monteiro que trabalhou como Agente de Serviços Gerais e atualmente é Assistente Administrativa do local, o dia da inauguração foi de muitos imprevistos.
As obras terminaram um dia antes, sendo que as cortinas e as poltronas do teatro interno só foram entregues, muito tempo depois, mas ainda assimo público da região compareceu em massa, e teve um dia repleto de apresentações, com apresentações folclóricas ao dia e a noite com o encerramento da inauguração com o espetáculo “O Alto da Compadecida” texto de Ariano Suassuna e apresentado pelo grupo Juá, de Orlando Pontes, já falecido.
A partir de então estavam abertas as portas da “Casa”, para os artistas e a população do vale e de outros locais. No início, as pessoas acostumadas com o comercio no centro da cidade, achavam o teatro muito distante e os artistas imaginavam que teriam dificuldades em levarem o público ao teatro. Demorou muito para a população se acostumar a ir ao bairro, Santo Antônio, que é hoje tão central, prestigiar os espetáculos.
Além de Orlando Pontes muitos nomes passaram pela gestão do CCJG, como Antônio Carlos Pereira (Tatal), Luiz Galvão (dos Novos baianos), Esmelinda Pergentino, Márcio Ângelo e, atualmente, João Leopoldo. Esmelinda foi uma das gestoras que ficou por mais tempo trabalhando no Centro de Cultura. No início ela fazia parte da administração e depois de um período afastada por questões políticas, pois o cargo é nomeação de Governo de Estado, voltou como a gestora do local e lá ficou por 16 anos.
O CCJG também teve seu momento de decadência, numa época onde era visto como local de maconheiros, gays, vagabundos, e prostitutas, por parte da população que não visitava mais o local. “Eu acho que não vou da conta! Por que é muito difícil lidar com uma comunidade que não participa, que não quer mais...” pensava Esmelinda sobre os desafios de gerir o Centro. Mas segundo ela, o trabalho não foi tão difícil porque ela conseguiu ter um acesso com a comunidade, as pessoas acreditaram em seu trabalho e o teatro voltou a ser visitado pela população.
Durante todos esses anos, o espaço abriu as portas para vários acontecimentos e vários artistas, não só da região, mas também nacionais. Na musica entre alguns os artistas de âmbito nacional que passaram pelos palcos do CCJG estão: Xangai, Belchior, João Bosco, Quilherme Arantes, Margareth Menezes, Ivete Sangalo, entre outros. No teatro, varias companhias já se apresentaram no centro cultural de Juazeiro com espetáculos infantis, Literários, Dramas, tragédia e Comédia. Esse ano pela primeira vez o CCJG também recebeu o Aldeia do Velho Chico, projeto pernambucano que trouxe para Juazeiro varias apresentações, e recebeu também o Ballet do teatro Castro Alves.
“Desde a sua fundação, O CCJG cumpre a sua missão primordial que é acolher e apoiar as mais diversas manifestações artisitico-cultural, sendo um equipamento estratégico para o desenvolvimento e suporte das produções culturais”, diz João Leopoldo, atual gestor do Centro de Cultura. Para comemorar os 25 anos da casa, foi criado o projeto “Jubileu de Prata”, que aconteceu durante o mês de novembro com as mais diversas manifestações artísticas e grandes shows com artistas regionais, como: Targino Gondim, Alan Cleber, Nilton Freitas, Maviael Melo e muitos outros. Com essa comemoração de 25 o CCJG ganhou da Secretaria de Cultura novos equipamentos técnicos, um linóleo 1,60 x 4,80 mts e uma cortina que era tão esperada pelos artistas.
Segundo Leopoldo muitos projetos estão sendo pensados para 2012. O numero de grupos artísticos que procuram o espaço é cada vez maior, os artistas estão estudando mais, fazendo cursos, apresentando espetáculos com mais qualidade, conquistando o publico de juazeiro, que esta viajando mais para assistir espetáculos fora e estão voltando mais exigentes. Assim os artistas procuram cada vez mais espaços alternativos para as suas apresentações, como o teatro do Colégio Modelo Luiz Eduardo Magalhães.
A cultura de Juazeiro esta cada vez mais efervescente e hoje também recebe manifestações artísticas e artistas da cidade vizinha, Petrolina-Pe, que durante o ano de 2011, estava com um dos seus teatros mais freqüentados, o teatro do SESC, em reforma. “Agente achava o centro de cultura a coisa mais linda da época, mas hoje se trata de um projeto muito pequeno, que não tem mais abrangência para uma cidade do porte de Juazeiro.” disse Devilles.
O centro de Cultura João Gilberto, foi e ainda é casa de muitos artistas, muitos lá iniciaram suas carreiras, alguns ainda continuam divulgando sua arte no espaço. Muitos que começaram como atores, agora são diretores, produtores. Novos talentos surgem a cada dia, novas companhias, como: Companhia Itinerante de Teatro, Companhia de dança Entre Passos, Companhia de teatro João de Barro, Companhia Trupe Errante, Companhia de teatro Inversos, e tantas outras, movimentando cada vez mais a cultura local.   “O centro de cultura é um marco na cultura Juazeirense, um divisor de águas, a cultura de Juazeiro se mede antes e depois do centro.” Resume Esmelinda Pergentino.

 Por Yonara Silva - Aluna do Curso de Comunicação Social da UNEB.

terça-feira, novembro 22

A Escolha... Destinos... Causas...



Quando me veio na cabeça a ideia de fazer esse tipo de questionamento neste mecanismo aberto, não tive a presunção da dimensão que o assunto iria tomar... boas ou ruins. Talvez por ingenuidade, ou inocência ou até mesmo ignorância. Não sei!

Queria apenas a resposta. Principalmente do público. A opinião dos próprios produtores, atores, diretores dos trabalhos, não me interessava. São todos suspeitos... 

Ao perceber a reação de alguns, participantes do meio artístico, seja do gueto, ou não, me veio uma breve frustração. Por pensar que havia feito algo despreparado, meio sem pensar... Mas acabei por perder a breve frustração... talvez por um único motivo: Nós estamos conversando. Mesmo que mostrando opiniões diferentes. Estamos trocando ideias. Isso me agrada. Me agrada porque há muito tempo que percebo a falta de comunicação entre pessoas de interesses comuns: fazer arte e dela sobreviver, em tempos não tão difíceis como os nossos.

O gueto de Juazeiro se comoda por lá mesmo e o gueto de Petrolina se comoda por aqui mesmo.

Tão próximos um do outro e tão distantes ao mesmo tempo.

Os artistas precisam conversar, trocar ideias, debater assuntos, como esse por exemplo, é preciso criar diálogos, pontes, aproximações.

Senão vai continuar assim. O teatro de Juazeiro tão distante do de Petrolina. isso me incomoda profundamente, por isso estão aqui minhas palavras.





Até o final do mês a enquete continua. VOTE OU MOSTRE SUA OPINIÃO!





Minhas saudações a todos! 




Valeu, Cazuza!

sábado, novembro 19

Escolha o Melhor Espetáculo de 2011





É só comentar, e escolher qual espetáculo você gostou mais... Primeiro a votação será do melhor espetáculo, depois você vai escolher por gênero - Drama, Comédia e Infantil. E a última fase será para escolher o Melhor ator, Melhor atriz, Melhor atriz e ator coadjuvante, Melhor cenário, Melhor figurino, Melhor direção, Melhor adaptação, Melhor trilha sonora e Ator e Atriz Revelação 2011. 


Escolha o espetáculo que te emocionou, te fez dá muita risada, o que você mais gostou, é de livre escolha.
Não é nenhum tipo de concorrência e não tende a gerar competição e rivalidade entre os grupos. Uma brincadeira sadia. Que você como público pode participar sem restrições. Queremos saber sua opinião.

  • A Bela e a Fera  - Março de 2011 - Cia 1º Ato


  • Feliz por um Triz - Abril de 2011 - HF Produções

  • Morte e Vida Severina - Maio de 2011 - Cia 1º Ato

  • Faroeste Caboclo - Maio de 2011 - Trup Zupi Mídías e Companhia

  • Felinos - Junho de 2011 - Cia Fato Consumado

  • Pluft, O Fantasminha - Maio/Junho de 2011 - Cia 1º Ato


  • Ó PAÍ, Ó - Julho de 2011 - Cia 1º Ato


  • O Diabo Veste Saia  - Janeiro de 2011 - Cia de Teatro Talentos


  • O Corcunda de Notre Dame - Agosto de 2011 - Cia 1º Ato

  • As Malcriadas - Setembro de 2011 - Cia do Riso

  • Fulaninha e Dona Coisa - Janeiro/Fevereiro de 2011 - Cia 1º Ato e Cia do Riso


  • O Mágico de OZ - Outubro de 2011 - Cia Teatral Biruta


  • Capitães da Areia - Outubro de 2011 - Cia 1º Ato



  • Escola de Machos - Novembro de 2011 - HF Produções e Alzir Saader

  • Pluft, o Fantasminha - Agosto de 2011 - TPA

  • Fabulosas Histórias do Rio São Francisco - 2011 - Trup Errante


  • Amaranta - Das Histórias à História do Teatro - Agosto de 2011 - Trup Errante



  • A Dona da História - 2011 - Trup Errante e Pé Nu Palco

  • Meu Livro Proibido - Agosto de 2011 - Nucleo de Teatro do SESC  e Pé Nu Palco Grupo de Teatro

  • Uma Lenda, Duas Lendas, Três Lendas e Um Caso de Amor - Trup Artistica do Balacobaco

  • O Palhaço e a Bailarina - Novembro de 2011 - Cia de Danças e Teatro Nego D'Água

Ao votar deixe seu e-mail ou endereço de Orkut ou Facebook.

Obrigado a todos!
Cazuza Belfort

Falando um pouco de Teatro, Espaços, História...

Entrada do Centro de Cultura João Gilberto
As pautas do Centro de Cultura João Gilberto permanecem sempre cheias, graças a Deus, muita arte para nosso povo!
Umas das causas desse acontecimento é a reforma do teatro do SESC - Petrolina, que no segundo semestre do ano que vem deve reabrir suas portas.
Teatro do Sesc, antes de começar a reforma.
Enquanto isso alguns artistas ficam sem espaço para realizar seus trabalhos aqui e na cidade vizinha de Petrolina.
E lá em Pernambuco a conversa é velha, há oito anos que se discuti a construção do Teatro Municipal,que seria mais uma alternativa para os artistas da cidade que hoje têm apenas o SESC como casa de espetáculos, que não dispõe de tanta disponibilidade assim. 


 Vejam essa matéria de 2003: 


Gil e prefeito conversam sobre obras do Teatro Municipal de Petrolina 04/02/2003 - 16h15 Brasília, 4/2/2003 (Agência Brasil - ABr)
 - O ministro da Cultura, Gilberto Gil, recebeu nesta tarde o prefeito de Petrolina (PE), Fernando Bezerra Coelho. No encontro, o ministro e o prefeito trataram da construção do Teatro Municipal de Petrolina. Fernando Bezerra pediu adiamento do prazo para a prestação de contas da obra, prevista para o dia 28 de fevereiro, por ainda estar negociando parcerias. A construção do Teatro Municipal de Petrolina tem custo estimado em R$ 3,4 milhões. O Ministério da Cultura colaborou com a obra em R$ 400 mil.


Em Juazeiro... é só isso mesmo! Temos que nos contentar com o C.C.J.G, apesar de nos servir muito o espaço acaba por não suportar a quantidade de espetáculos e eventos em geral realizados por artistas, ou não, da nossa região. 
O mais incrível, é que uma Cidade como Juazeiro que já foi considerada berço da cultura baiana, tenha acabado com o Cine São Francisco, com sua Fundação Cultural, é impossível que a Academia Juazeirense de Letras não tenha sede própria, e o absurdo do milênio... a derrubada do Caís de Juazeiro... isso são só algumas atrocidades cometidas através dos tempos.
Antigo caís de Juazeiro
Fatos até esquecidos! 
E os movimentos populares esquecidos pelos governos, Os Congos,o Samba de Véio, o Terno de Reis, o São Gonçalo...


A cultura é a memória de um povo!


Mais voltando ao assunto...
Enquanto sofremos com a falta de pautas no Centro de Cultura João Gilberto, é vislumbrado um espaço alternativo na cidade de Juazeiro, que está sendo usado com muita frequência por grupos locais, principalmente pela Cia 1º Ato.


               O teatro (auditório) do Colégio Estadual Modelo Luís Eduardo Magalhães.
Auditório do C.M.L.E.M

Que tem capacidade para 201 pessoas e 100 cadeiras adicionais, totalizando 301 lugares, quase a lotação do C.C.J.G que é 307 lugares. 
É um novo espaço... que descentraliza as manifestações culturais na cidade. Só esse ano foram mais de 5 espetáculos apresentados nesse local, que tem ambiente climatizado, cadeiras confortáveis e total acessibilidade.


 É mais espaço! Mais cultura acontecendo!


Aplausos aos nossos artistas, que mais uma vez mostraram independência e autonomia para driblar os obstáculos de cada dia.

Cazuza Belfort

terça-feira, novembro 15

Artes Cênicas no Vale do São Francisco...

É notória a efervescência artístico cultural em nossa região, o ano de 2011 foi repleto de montagens novas e remontagens pelos grupos locais. As cidades de Juazeiro e Petrolina foram também consolidadas como polo de intercâmbio cultural nesses últimos meses, recebendo espetáculos de vários lugares do país através dos Festivais Aldeia do Velho Chico, Palco Giratório, Fita, e outros trazidos por produtores como Miranda Produções.

Produções locais do ano de 2011:

A Bela e a Fera (nova versão) - Cia 1º Ato - BA/PE
Feliz por um Triz - HF Produções - BA
Morte e Vida Severina (nova versão) - Cia 1º Ato - BA/PE
Pluft, o Fastaminha - Cia 1º Ato - BA/PE
A Partilha - Cia de Teatro Amador - BA
Faroeste Cabloco - Trup Zup Midias e Companhia - BA
Aluga-se um Coração - Cia de Dança Qualquer um Dos Dois - BA/PE
Brincar - Cia de Dança Entre Passos - BA
Eu Vim da Ilha - Cia de Dança SESC Petrolina - PE
Pluft, o Fantasminha - Teatro Popular de Arte - PE
Ó Paí, Ó - Cia 1º Ato - BA/PE
O Diabo Veste Saia - Anderson Barbosa - PE
O Corcunda de Notre Dame (nova versão) - Cia 1º Ato - BA/PE
Cordel do Amor Sem Fim - Cia de Teatro João de Barro - BA
O Mágico de OZ (2ª temporada) - Cia Teatral Biruta - PE
O Camaleão e as Batatas Mágicas - Cia Itinerante de Teatro - BA/PE
As Mal Criadas - Cia do Riso - BA
Felinos (2ª temporada) - Cia Fato Consumado - BA
Delicía de Abacaxi - Trup Zup Midias e Companhia - BA
Capitães da Areia - Cia 1º Ato - BA/PE
O Boi e o Burro no Caminho de Belém (nova versão) - Cia 1º Ato - BA/PE
Escola de Machos - HF Produções, Allzir Saader e Allan Cleber - BA/PE
Cinderela, a Gata da Favela - Cia do Riso - BA
O Palhaço e a Bailarina - Cia de Teatro e Danças Nego D'água

Capitães da Areia


Ó Paí, Ó


Escola de Machos


Morte e Vida Severina


O Palhaço e a Bailarina


A Bela e a Fera

sábado, junho 26

TEATRO NA ESCOLA

NAS ESCOLAS DE PORTUGAL, TEATRO É LEVADO A SÉRIO

O teatro na escola tem uma importância fundamental na educação, fazendo, em Portugal, parte do currículo escolar obrigatório do primeiro ciclo.

Permite ao aluno evoluir a vários níveis: na socialização, criatividade, coordenação, memorização, vocabulário, entre muitos outros.

Por outro lado, quando devidamente estruturado e acompanhado, ajuda o professor a aperceber-se de traços da personalidade do aluno, do seu comportamento individual e em grupo, traços do seu desenvolvimento, permitindo um melhor direcionamento para a aplicação do seu trabalho pedagógico.

No entanto é de uma enorme importância que o professor de teatro tenha formação não só pedagógica mas também artística, pois um mau direcionamento poderá levar a problemas futuros irreversíveis no desenvolvimento da criança.

O teatro direcionado às crianças deve estar obrigatoriamente relacionado com diversas áreas como a psicologia e a música, devendo todos os professores fazer um esforço para se inter-relacionarem. Quando devidamente dirigidas, as crianças atingem resultados finais surpreendentes. É sem dúvida de utilizar em grupos problemáticos, bairros sociais, etc.

EM NOSSA REGIÃO

A 20 anos acontecem quatro vezes por ano o Projeto Teatro Escola - Realizado pela Cia. 1º Ato, que atende ao público estudantil de escolas públicas e privadas de Juazeiro e Petrolina.

Todos os anos são montados quatro espetáculos, dois infantis e dois literários, a fim de atender todos os públicos de estudantes.

O projeto além de popularizar e democratizar o acesso às linguagens teatrais, tem por objetivo a formação de platéias, para que no futuro as crianças, adolescentes e jovens que assistiram aos espetáculos através da escola, possam ir ao Teatro espontaneamente, assegurando assim, um público de valorização a essa arte que nos faz sentir, chorar e sorrir.